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Rio Antigo, e outras mais...
  Já que fomos a Botafogo, vamos complementar as fotos postadas e tão bem relatadas por Tumminelli no Carioca da Gema. O ônibus mostrado lá estava saindo do Túnel Velho (Túnel Alaor Prata) e entrando na Rua Real Grandeza. Mostramos, então, um pouco de cada um destes logradouros. O comentário do André Decourt no post do Carioca da Gema nos ajuda a visualizar ainda melhor o local. A primeira foto mostra a saída do túnel Velho em diração a Botafogo, pouco depois do alargamento de 6 para 13 metros, feito em 1925. A segunda mostra a Real Grandeza em 1929. O quarteirão em primeiro plano é, hoje, o estacionamento das capelas do Cemitério São João Batista. Logo depois, a saída do túnel (vejam os trilhos no chão e um ônibus que parece estar parando). Pode-se ver, como o André Decourt comentou, que a Real Grandeza era muito mais estreita que hoje. Todos os imóveis do lado esquerdo, até a Rua Pinheiro Guimarães, foram derrubados para a duplicação da pista em 1970. (As 2 fotos são de A. Malta, publicadas, mais uma vez, no Fotografias do Rio de Ontem.) Na virada dos anos 50, época provável das fotos do Tumminelli, acredito que o local ainda havia de ser bem semelhante ao que está nas fotos do Malta. Para ver fotos de 1892 e 1893, no início da operação do Túnel Velho, conhecido inicialmente como Túnel do Barroso (a Siqueira Campos chamava-se Rua do Barroso), recomendo uma visita a http://br.geocities.com/row701/rio-bonde-05.htm, que faz parte do excelente Memória do Transporte Público, do Marcelo Almirante ( Meu Bairro Meu País). Lá podem ser vistas várias fotos dos bondes de burro, inclusive uma, maravilhosa, da Rua São Clemente em 1890.
Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 08/05/2006
 Tomada de uma deliciosa Praia de Botafogo, atribuída a A. Malta, em c. 1928 (publicada em "Fotografias do Rio de Ontem") Este trecho e, sem nenhuma dúvida, o mesmo trecho mostrado na foto de 1911 enviada por Francisco Patrício a Luiz D' e postada no Saudades do Rio. Como esta última é identificada como sendo na Avenida Marginal, levanto a hipótese que esta pista tenha sido chamada, em alguma época, por este nome. Lembro que um dos diversos aterros da Praia de Botafogo foi em 1904 e que a Avenida Beira Mar e a Av Oswaldo Cruz já tinham sido inauguradas em 1911. Pode ter havido uma sucessão de nomes para as diversas pistas. Aproveito para observar que a luminária atrás do querido burrico Dudu (na foto do Saudades do Rio) parece ser idêntica a uma outra, na esquina da curva da Amendoeira, que aparece em fotografia de 1906 que postei em 25/04/2006. Mas gostaria de chamar a atenção para as casas em destaque nas 2 fotos, por que há uma grande possibilidade que se trate do Palácio da Rainha, mandado construir por Carlota Joaquina. É preciso um pouco mais de pesquisa, mas sei que a casa de Carlota Joaquina ficava na esquina do que hoje é a Rua Marquês de Abrantes e foi demolida já neste século, para construção do Ed. Paraopeba. Quanto à identificação definitiva, peço que analisem as imagens abaixo e cheguem a suas próprias conclusões, já que, por enquanto, não tenho nenhuma certeza. (Imagens retiradas de "História dos Bairros - Botafogo", publicado em 1983 pela Index Editora e João Fortes Engenharia) Nota: Ver nos comentários que esta hipótese do "Palácio da Rainha" foi desmentida.    
Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 07/05/2006
 Esta foto veio para atender a nostalgia de quem, como o Derani, sente saudade dos trilhos, paralelepípedos e fábrica da Souza Cruz ou, como outros, do controverso Colégio São José, e outras tantas. Ah, sim, sem esquecer a Muda da Tijuca, tão cara para alguns, que ficava logo ali em cima. Está comentado lá no Rio - Hoje : "Em 3/05/2006, às 10:44:54, derani | fotolog disse: Sempre quando vejo esta parte da Tijuca, me vem inevitável a lembrança dos paralelepípedos e dos trilhos dos bondes, além do dito cujo (o bonde). Principalmente em meus passeios e piqueniques quando ciança no Alto da Boa Vista... bons tempos. Ahh .. e também o cheiro de tabaco da Fabrica da Souza Cruz, que era bem lá perto.. "A foto foi feita por Malta em 07/março/1930, para documentar estragos no calçamento (As Águas de Março...). Dois bondes se cruzam. O que desce é um "taioba". O Decourt tem que confirmar, mas eu acho que este tipo de luminária no primeiro poste foi das que mais tempo ficaram em serviço. Não duvido que ainda haja algumas acesas por aí...
Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 04/05/2006
  O Rafael Netto e o Derani andaram pelo tema Jardins do Palácio do Catete, mostrando fotos de 1954 ( Rio de Fotos) e atual ( Rio Hoje). Acrescento mais estas, feitas por A. Malta em 30/set/1920, para documentar uma "Garden Party" oferecida ao Rei Alberto da Bélgica durante sua visita ao Brasil. A foto noturna mostra um detalhe da mesma fachada dos fundos do Palácio que as fotos dos outros 2 sites. A visita do Rei Alberto, chamado de Rei Herói, provocou uma série de consertos e melhorias na infraestrutura do Rio, entre elas a conclusão do alargamento da Av. Niemeyer, incluindo a construção do mirante da Gruta da Imprensa que tem o nome oficial de Viaducto Rei Alberto gravado em pedra. A Delfim Moreira também talvez deva a sua conclusão ao rei belga. De qualquer forma, o monumento em homenagem à visita está lá na Vieira Souto (ou pelo menos estava). A Rua Rainha Elisabeth (com "s"), que liga Copacabana a Ipanema, deve seu nome à consorte do Rei Alberto. Muito interessante foi a iluminação decorativa da Av. Rio Branco. Mas isto fica para outro dia...
Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 02/05/2006
 Estas 4 fotos de Augusto Malta mostram obras no Morro de Santo Antonio em 2 épocas diferentes. (Publicadas em "Fotografias do Rio de Ontem") As 2 fotos de cima são datadas, pelo próprio Malta, como sendo de 16/7/1921. São mencionadas como Obras de Melhoramento no Morro de Santo Antonio. São, muito provavelmente, as primeiras movimentações de terra para o projeto que apresentei no último post. Pouco depois que a Companhia Industrial Santa Fé desistiu, a pedido do Prefeito, do desmonte do morro. A terceira foto é provavelmente da mesma data. Mostra algumas das habitações típicas do morro na época. Ao fundo, à esquerda, um grupo de operários. A última das 4 fotos é datada de 05/04/1930, quase 4 anos depois do artigo que comentei no post anterior. Trata-se de uma obra de emergência, decorrente de um pequeno desmoronamento. A legenda, na foto, diz: "Barragem de sacos de arêa, no M. de S. Ant. para impedir a passagem do barro. A.A - Rompimento da Barragem. B.B - Rombo no Muro." Realmente, o muro à esquerda foi derrubado em um trecho. A barragem já está reparada, com os sacos de "arêa". A ocupação urbana do Morro de Santo Antonio continuou precária até o seu desmonte, na década de 50. Isto pode ser visto, embora com dificuldade, nas 2 fotos abaixo, que dão uma idéia do que era o Centro com o Morro (marcado em amarelo) pouco antes de seu desmonte. Em uma das fotos, como curiosidade adicional, podemos ver o aterro do Pier da Praça Mauá em andamento. (Fotos das revistas Brasil Constrói números 3 e 8, de 1949 e 1950)  
Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 01/05/2006
Quase foi assim... O projeto mostrado hoje é um daqueles que quase foram feitos. Este, na verdade, foi iniciado e muito dinheiro foi investido. O ano é 1926. O Morro de Santo Antonio há muito incomodava os planejadores do desenvolvimento do Centro da Cidade. Antes da Exposição do Centenário (1922) já se tinha pensado em arrasar os morros do Castelo e de Santo Antonio. Mas os planos eram pretenciosos demais. A Exposição foi uma realização imensa de arquitetura, urbanismo, engenharia, administração e marketing. Mas nem tudo se conseguiu fazer. Boa parte do próprio Morro do Castelo ainda resisistiu por muitos anos. E, no Morro de Santo Antonio, só os primeiros passos foram dados. O plano era arrasar o morro e aterrar a enseada da Glória. A Companhia Industrial Santa Fé já era proprietária do morro e dos direitos para a obra. Mas, a pedido do prefeito, Carlos Sampaio, que preferia dar prioridade apenas ao arrasamento do Castelo, a Santa Fé desistiu da concessão e partiu para um projeto alternativo, de "Embellezamento" do Morro de Santo Antonio. A "vista aerea" mostrada acima e a planta mostrada abaixo são deste projeto, aprovado em 1924, derivado de uma primeira versão datada de 1921. O empreendimento, surpreendentemente, foi iniciado e tocado por algum tempo. Este material é retirado de um artigo da revista mensal "A Casa", de Outubro de 1926. Neste artigo é reportado que "até a data presente só na construção de muralhas de sustentação (a companhia) já empregou mais de 7.000 metros cubicos de alvenaria". "A Companhia teve de desapropriar o Observatório da Escola Polytechnica, os edificios do Hospital da Brigada Policial, os terrenos pertencentes ao Convento de Santo Antonio, numa area de mais de 2.000 metros quadrados, os terrenos do Theatro Lyrico a da Garage Royal e parte da Imprensa Nacional." Impressionante. Os grandes pontos do projeto seriam: - um grande edifício de escritórios, ao fundo da Avenida Almirante Barroso, com cerca de 300 "amplos e confortaveis escriptorios" e "fachada para a magestosa Guanabara"; - várias avenidas, planos inclinados e escadarias para acesso e circulação; - o enorme Panorama-Hotel, no alto do morro (ver a perspectiva, abaixo); - paisagismo e ajardinamento; - loteamento do restante da área. Era dado, também, destaque para o projeto da Prefeitura para um túnel, a ser feito posteriormente, que atravessaria o Morro de Santo Antonio, vindo da Rua da Relação para a Almirante Barroso. Ao sair nesta Avenida, o túnel atravessaria o edifício de escritórios, que ficaria "a cavalleiro da entrada do tunnel". "Devido ao crescente augmento de vehiculos na Capital e o consequente congestionamento do trafego urbano, essa obra está se tornando urgente". Em 1926!!! Este túnel segue o traçado da atual Avenida Chile, que foi, finalmente, feita na década de 60. E é, também, o traçado de avenida prevista no Plano 1000, mostrada no projeto de 1948 postado por André Decourt no " foi um RIO que passou..." Foi este post, relembrado pelo André na sua série sobre a Rua do Catete, aliás, que me sugeriu mostrar este projeto de "Embellezamento". Curiosamente, a Av Chile, depois de feita, nunca teve um volume de tráfego muito representativo.  
Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 28/04/2006
 Mais uma vez, complementando. O Luiz D' postou no Saudades do Rio e no luiz_d's Fotolog fotos da área da Av. Oswaldo Cruz. Esta foto de Augusto Malta mostra o movimento do povo no dia da inauguração da Av. Beira Mar, 12 de novembro de 1906, feita na esquina da Av. de Ligação, mais tarde Oswaldo Cruz. Primeiro destaque: a famosa amendoeira da Curva da Amendoeira, que deu o nome, inclusive, a uma das revendas de automóveis que se estabeleceram aí por tantos anos. Segundo destaque: o mar "logo ali". É raro ver fotos do Malta com tanta gente. Muito interessante o vestuário - palhinhas, chapéus-côco, roupinhas de marinheiro, algumas bengalas. Nenhum automóvel e todos no meio da rua. Se prestarmos atenção, podemos ver uma faixa de tecido atravessando a rua que, portanto, não tinha sido inaugurada ainda. Um detalhe curioso: uma das máquinas ainda está junto à amurada. Provavelmente ainda faltasse compactar parte da terra da calçada (um pequeno monte de terra ainda está lá, também). Fiz uma ampliação (abaixo) para que o André possa ver os postes mais de perto. Pelo menos 3 tipos: um bem na esquina, de iluminação, bem decorado; um segundo tipo, que se repete ao longo do eixo da avenida, em forma de gancho simples, para iluminação e suporte de fios (talvez os fios da própria iluminação); e um terceiro tipo, simples, pequeno, que parece ter sido posto somente para suportar as guias das bandeirolas durante a cerimônia. Chamo atenção, também, para a lâmpada, baixa bem na esquina. 
Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 25/04/2006
 Amanhecer no Arpoador, c.1971, ainda no Estado da Guanabara. Já que o Rafael Netto postou no Rio Hoje alguns exemplares de placas atuais, me lembrei de postar esta aqui, que vem de uma época de ouro para Ipanema. Quem prestar atenção pode ver o "cercadinho" do canteiro de obras do Pier (Emissário Submarino). Vejam o cuidado que tiveram em fazer um "tapume" que não encobria a visão do mar. Outros detalhes a observar: os prumos desencontrados dos vários postes; as torres das instalações de telégrafo e rádio do Arpoador, que ainda funcionavam e o estacionamento da saudosa "corrida de submarinos" (onde está parado um ônibus). Esta foto lembra muito a foto de 1928 que foi postada pelo Luiz D' no Saudades do Rio em 10/abr. Comparem. Inclusive o prumo perfeito dos postes em 1928. Como o tema do Rafael são as placas de identificação das ruas, coloco aqui abaixo este detalhe. Complementando uma foto tão bem comentada no " foi um RIO que passou" do André Decourt . (Crédito: a foto é minha mesmo - em uma ampliação já "meio" cansada...) 
Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 23/04/2006
 Vindo da foto de 1949, postada por André Decourt no seu " foi um RIO que passou", recuamos mais um pouco, para 1910. Aqui, estamos na Praça Mauá, pouco depois da inauguração da estátua do Barão de Mauá, feita em 01 de maio de 1910. Várias curiosidades para observarmos: - esta é mais uma estátua que foi "transplantada" - ainda está na mesma praça, mas do outro lado; - vejam o poste que arrumei para o André - acho que foi o maior poste do Rio por muito tempo (se bem que, aparentemente, não era poste, mas sim mastro de bandeira); - vejam o macadame emborrachado (adiante do poderoso Ford T); - por último, a curiosa concorrência entre modais de transporte: cavalo e tydol, ainda existindo na mais importante artéria da capital, em pleno 1910... (foto de Augusto Malta)
Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 22/04/2006
 Desculpem os tijucanos, mas, hoje, vamos de Copacabana, para acompanhar a série que o "Carioca da Gema" vem mostrando. Vemos aí em cima a Princesa Isabel, durante as obras de duplicação, um pouco antes de 1950. Pode-se ver os andaimes e formas para a construção da boca do Túnel Novo, além de algumas das casas desapropriadas, antes da demolição. Bem de frente, o início da Prado Júnior, onde hoje fica o indispensável Cervantes. Até aquela ridícula pracinha triangular (tem nome?) era "ajardinada". O que infelizmente, não podemos mostrar ao André Decourt é aquela estranha ocupação que aparece na série do "Carioca da Gema". (Publicado na revista "Brasil Constrói") Na foto em baixo, temos o Bar e Pronto-Socorro do Lido, que foram inaugurados em 23/março/1923, documentados por Augusto Malta. Pelo estado geral da praça, a foto parece ser de antes da inauguração. Não sei se o que Malta chama de "Bar" do Lido é o Restaurante, ou se havia um Bar e um Restaurante. Alguns anos depois, foi construído um largo telhado circular em torno da construção em primeiro plano. (Publicado em "Fotografias do Rio de Ontem", editado pela Prefeitura do Rio de Janeiro) 
Escrito por Flávio Sertã Furtado de Mendonça em 20/04/2006

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